na rua onde vives (3)
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na rua onde vives
não há nada de novo
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na rua onde vives
não há nada de novo
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A Memória Inventada está de regresso.
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sempre souberam que a sua eternidade não chegaria ao fim
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Um dia tivemos esta conversa pouco esclarecedora, mas memorável.
Não temos fantasmas a assombrar o nosso passado e talvez por isso possamos ser assim. Temos tropeções, quedas, arranhões, feridas que saram sem deixar marca, mas não temos fantasmas. Não precisamos de falar e quando ela me olha de soslaio para ver se reagi eu posso atirar-lhe à cara um Estás a olhar para mim?! E rio-me. Porque, reitero, nada nos assombra.
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Olho o céu sem fim
à espera de ver a estrela que tu vês
Vou ao encontro dos viajantes que chegam de todo o lado
à espera que alguém se tenha inebriado com o teu perfume
Enfrento os ventos
à espera que tragam uma mensagem tua
Vagueio sem destino
à espera de ouvir uma canção que fale de ti
Olho as mulheres que encontro sem outra intenção
que descobrir um toque da tua beleza nos seus rostos
Al-Thurthusi
Cultura árabe (Andaluzia)
Século XI
Trad.: Jorge Sousa Braga
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ask yourself
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O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes enviou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que chamava à esposa “meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce”, e que, ainda por cima, dizia ter vontade de lhe “meter a chave” na “fechadura do seu corpo”. Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois de morto.
Escrito pelo João Miguel Tavares, no DN de hoje, mas cujo link não descobri.
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Regresso da leitura do DN, na sua versão em papel, no café. Está lá um artigo sobre comida japonesa com uma foto do Sakura. Aqui também. Têm lá as moradas. Aqui também.
Queria incluir no blogue o que o João Miguel Tavares escreveu sobre as cartas do António Lobo Antunes, mas não encontrei na versão online do jornal. Tá mal! Fico com a ideia que na internet o DN é um jornal pela metade. Ou então sou eu… not half the man…
Vale-nos o esconjuro do Pedro Mexia. Está lá todo. E eu ainda tenho dois bilhetes para o concerto de hoje. Se alguém quiser…