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na rua onde vives
não há nada de novo

por aí…

mas tu esperavas o quê? Ainda acreditas na monotonogamia? Deixa-me dizer-te três coisas sobre as relações eternas: ou a começas antes dos vinte e poucos anos, ou a vais traindo, ou não tens oportunidade de a trair, porque és feio e pobre. Para elas funciona mais ou menos da mesma forma

A Memória Inventada está de regresso.

certezas

sempre souberam que a sua eternidade não chegaria ao fim

Um dia tivemos esta conversa pouco esclarecedora, mas memorável.

Não temos fantasmas a assombrar o nosso passado e talvez por isso possamos ser assim. Temos tropeções, quedas, arranhões, feridas que saram sem deixar marca, mas não temos fantasmas. Não precisamos de falar e quando ela me olha de soslaio para ver se reagi eu posso atirar-lhe à cara um Estás a olhar para mim?! E rio-me. Porque, reitero, nada nos assombra.

“Rosa do Mundo — 2001 Poemas para o Futuro” é o título daquele que será o mais interessante projecto editorial e poético realizado entre nós. Dizêmo-lo sem falsas modéstias e com a convicção que deriva de um vasto trabalho colectivo de mais de uma centena de intervenientes que, ultrapassando um ano de trabalho, conseguiram reunir muita da mais bela poesia do mundo. “Rosa do Mundo — 2001 Poemas para o Futuro” mostra-nos que em todos os tempos e por toda a parte sempre palpitou a energia poderosa da mais pura emoção humana que hoje podemos experimentar nestas duas mil e uma pétalas que formam esta Rosa do Mundo.

Olho o céu sem fim
à espera de ver a estrela que tu vês

Vou ao encontro dos viajantes que chegam de todo o lado
à espera que alguém se tenha inebriado com o teu perfume

Enfrento os ventos
à espera que tragam uma mensagem tua

Vagueio sem destino
à espera de ouvir uma canção que fale de ti

Olho as mulheres que encontro sem outra intenção
que descobrir um toque da tua beleza nos seus rostos

Al-Thurthusi
Cultura árabe (Andaluzia)
Século XI
Trad.: Jorge Sousa Braga

why

ask yourself

24

Um fim de semana com 24 horas…

[na dois]

(…)

A minha tarde tem sido a ouvir o José Cid

uma pérola

O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes enviou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que chamava à esposa “meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce”, e que, ainda por cima, dizia ter vontade de lhe “meter a chave” na “fechadura do seu corpo”. Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois de morto.

Escrito pelo João Miguel Tavares, no DN de hoje, mas cujo link não descobri.

Post-it .5

dn dn dn

Regresso da leitura do DN, na sua versão em papel, no café. Está lá um artigo sobre comida japonesa com uma foto do Sakura. Aqui também. Têm lá as moradas. Aqui também.

Queria incluir no blogue o que o João Miguel Tavares escreveu sobre as cartas do António Lobo Antunes, mas não encontrei na versão online do jornal. Tá mal! Fico com a ideia que na internet o DN é um jornal pela metade. Ou então sou eu… not half the man…

Vale-nos o esconjuro do Pedro Mexia. Está lá todo. E eu ainda tenho dois bilhetes para o concerto de hoje. Se alguém quiser…

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