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Morrison não percebe a tese de Shere Hite segundo a qual os homens não casam com as mulheres que amam.

Agarras-te à hora em que o tempo não passou
Mergulhas nas cores que a loucura te emprestou
E quando te vês para lá do espelho
Encontras a solidão

(com uma viagem na palma da mão – 1975)

um dia

se te cruzares comigo na rua
e não souberes quem sou
não me perguntes as horas
o tempo para nós parou

(não faças ondas)

A ler

O que a vieira do mar escreve, aqui, sobre a verdade, sobre nós, sobre os outros, sobre isto, que escrevi há uns tempos. Não sei se diz tudo, mas diz muito.

Namoraram anos e anos. E anos passados,

ele disse que só casava com contrato a termo certo.

Ela não renovou.

Já que a solidão te pode atordoar
E a manhã não vai ficar
Eternamente à tua espera
Improvisa um despertar

(Giselle – 1975)

(resolvemos começar a falar de arte moderna ao almoço)

Ele: Recentemente, o espaço onde encontrei o maior número de gajas boas, por m2, foi… sabes onde?
(mania de perguntar sabes onde, sabes o quê, adivinha, quando é óbvio que tal é impossível. palmadinhas no ego?)

Eu: Não… diz lá!
(palmadinha)

Ele: Guggenheim
(arte moderna… conversa de arte moderna)

Eu: Mentira
Ele: Palavra
Eu: Não posso.
Ele: Tou-lhe a dizer
(últimos quatro diálogos abusivamente plagiados dos gatos)

Eu: Caso para dizer… autenticas obras de arte, não?

one down…

Há pessoas que não têm, mas que eu gostava que tivessem. Blogue. Não há muitas, verdade.

Desde ontem há menos uma.

Ele.

Dúvida .23

eu + x = felicidade

x = ?

Eu sou quem sou, tenho as minhas mãos abertas
Sei onde vou, sem algemas nem profetas.

(20 anos – 1973)

Não será sempre assim… Quando não for;
Quando teus lábios forem de outro; quando
No rosto de outro o teu suspiro brando
Soprar; quando em silêncio, ou no maior

Delírio de palavras desvairando,
Ao teu peito o estreitares com fervor;
Quando, um dia, em frieza e desamor
Tua afeição por mim se for trocando:

Se tal acontecer; fala-me. Irei
Procurá-lo, dizer-lhe num sorriso:
“Goza a ventura de que já gozei:”

Depois, desviando os olhos, de improviso,
Longe, ah tão longe, um pássaro ouvirei
Cantar no meu perdido paraíso.

E.E. Cummings (1894 – 1962)
E.U.A
Trad.: Manuel Bandeira

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