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Dois amigos no café, um com uma mini (sagres) e outro com uma bica (delta), conversam sobre a vida.

– Acho que não é bom andar com uma gaja muito boa e muito gira

– Pois… Se calhar tem sido esse o meu problema

– A não ser que ela seja muito fixe

– Pois…

Quem está a beber a mini?

sacrilégio

Susana, não devias ter feito isso! Não devias! Não devias!

amores .2

Coimbra

amores

Ia, pelo caminho, a recordar algumas imagens e cheguei a casa para ler o comentário da glory. Olha, tá giro, pensei. Por outros acasos e coincidências, que a esta prosa não interessa, não me fui deitar sem tirar um coelho da cartola e… Olha, tá giro, pensei outra vez. Depois sim, fui-me deitar. Tudo ontem. Foi uma azáfama que só visto.

Há uns dias nisto, desde esta cruz que, seja dito, não é uma cruz que me pese.

Temos o nosso passado, temos as nossas recordações, mas, felizmente, não temos a possibilidade de voltar atrás e viver tudo de novo. Nunca quis. O meu passado com ela foi o que foi. O presente e futuro não é pior, nem melhor, é uma incógnita. De qualquer forma, foi uma boa história, a nossa.

Coimbra é, para mim, como um amor de Verão. Encontrei-a, vivi-a, beijei-a, senti-lhe o cheiro e parti sem nunca lhe encontrar um defeito. Assim ficou.

hoje

ela acabou tudo

ele estuda a possibilidade de interpor recurso e obrigá-la a um final feliz

e Mozart renasce…

relações

A propósito das relações, não sei que preto e branco existe, mas acredito que temos dois caminhos: podemos escolher a confiança cega, a que não tem limites, incondicional, ou não.

Este é o preto e branco, na verdade, não sei que cinzento existe. É uma escolha nossa, que a nós responsabiliza, e com a qual teremos de viver.

e que não vos pareça temerária esta minha confiança, pois baseia-se em ter-vos a meu lado, e deixo de confiar em mim naquilo que espero de vós.
Hernán Cortés, conquistador espanhol, exaltando suas tropas, 1519.

À Manhã

Abalei sem companha para o Chiado um bocado desensofrido por causa da cirurgia – nada de grave nem nada que me tivesse deixado esbornecado. Com a invernia que estava, e ainda está, fiquei um bocado repeso de andar por ali de trás para a frente por causa da maleita. Acabei por ficar solado num café da zona a estafonar alguns euros que me ajudassem no esquenturamento do corpo e me permitissem, infundido, ler o livro comprado na FNAC. Perto da 20h30, já com mais síria, fui para a porta do São Luiz arrelampado com a quantidade de pessoal que por lá estava. Tinha terminado o EACE e estava o Mexia de saída com a parança do costume. Aos poucos foi chegando a minha companha e ali ficámos um bocado no parodim espanhol até estarmos todos. Entrámos e lá ficámos quedos durante toda a peça. No final mais um pouco de treco treco, meio gato malhado e separámo-nos sem direito a bocanço. Nada que me deixe banzado. Estou-me rintando.

(No são Luiz está em cena a peça de José Luis Peixoto na qual, dizem, se pretende reflectir sobre a esperança e a vontade diária de construir o amanhã. O melhor é ir ver. Até 5 de Fevereiro)

Dermatologista para paciente:
– eh pah! Ficou com a pele vermelha! Isso é normal?
– eh pah! Tem a certeza que é dermatologista?

Médico para enfermeira:
– tem a certeza que isto é o… ?
(ninguém quer um médico com dúvidas. muito menos quando tem um bisturi na mão…)

Enfermeira para médico:
– pois… o problema parece ser da lâmina.
(digo o mesmo das minhas facas de cozinha…)

O Fernando tem um blogue.

Um misto de baby blogue com comentário político e um pouco de drama para rematar. Sucesso garantido.

Segundo o próprio durante o dia temos vários pensamentos que nunca, ou raramente, escrevemos. Neste momento o blogue para mim é uma forma de escrever (e não perder) esses pensamentos. Ainda não tem uma identidade, pois os meus pensamentos também a não têm.

um dia

se um dia te cruzares comigo na rua
e não souberes quem sou
não me perguntes as horas
o tempo para nós parou

não há segundo que não passe sem ti

vou olhar e esperar
parar como o tempo parou
com tempo para te ver passar

[outro dia]

Não se sabe muito bem do que morreu. Estava óptimo num segundo e no seguinte ficou-se por ali mesmo na tasca do tio Joaquim que os homens até pensavam que era alguma brincadeira e depois foram tentar levantá-lo e ele nada.

(num blogue perto de si… continua não continua pois perdi o texto que já tinha escrito. Fica o link para o blogue da Maria. A vida dela também dava um filme indiano…)

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