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Post-it .13

Um dia destes vou ser uma faca qualquer
vou dilacerar a voz da razão
Asfixiá-la, arrancá-la do seu pedestral
Vê-la estremecer dentro do meu eu

(Poema Flipão – 1975)

o óbvio .2

Há, no Ocidente, quem queira conscientemente evitar abordar o essencial. Porque é absolutamente irrelevante se os cartoons são ou não ofensivos, se são ou não ‘despropositados’. Não há aí matéria de discussão. Todos os dias nos deparamos na imprensa com opiniões ofensivas e/ou despropositadas. Por isso é que são opiniões. Por isso é que são publicadas em páginas de jornais. Por isso é que lhes podemos contrapor argumentos sem medo. E é tudo isso que nos enriquece enquanto membros de uma comunidade democrática, com opiniões que são tantas vezes execráveis mas nunca atentatórias da integridade de quem delas discorda.

o óbvio

Escrever o óbvio é tido, por vezes, quase como uma forma de pleonasmo. Para quê?, se é óbvio?

É óbvio que sou contra a forma como têm decorrido o direito à indignação no caso das caricaturas de Maomé. É óbvio que sou absolutamente a favor da liberdade de expressão. É óbvio que subscrevo o texto e que também discordo dos termos do comunicado. É óbvio para mim.

De que música gostas? Não sabes? Eles sabem… é o The Music Genome Project

azar

Já a minha mãe estava a caminho do hospital quando decidiu que não queria que eu nascesse numa sexta-feira. Fosse eu a conduzir e a história seria outra, mas, não sendo, não foi nessa sexta-feira, dia de azar, que nasci. A muito custo, nasci na terça-feira seguinte. Não consta que nenhum azar atormente os nascidos a uma terça-feira, mas era dia 13. Olha… Azar.

Maternidade – Almada Negreiros

Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei!
Traz tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! Verdadeiro, encarnado!
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar.
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!

drafts

Quando deixei de utilizar o blogger consegui importar todos os posts publicados, mas os drafts ficaram por lá. Hoje, ao passar os olhos por palavras que não chegaram a ver a luz do dia, percebo que a história, a minha, é melhor contada pelo que ninguém leu e que eu já esqueci.

Post-it .12

t&v, se eu fosse dançar sei o que faria. Dia ou de noite, neutro, desconhecidos, não interessa. Se eu fosse dançar a 300km de distância sei o que lhe diria.

… nao me digas nada sem antes nos beijarmos

Porque todos precisamos de certezas, só depois abriria a porta a todas as dúvidas.

disseram-me que é tanga… histórias da imaginação

não acredito.

Várias razões concorrem para o facto de ser amigo de todas as minhas ex namoradas.

A principal é ter deixado de namorar com todas elas

gosto de conversar contigo.

fico sempre com novas ideias para posts…

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