Post-it .18
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Há poucas coisas tão importantes quanto a forma como aceitamos o fim, como saímos de cena, porque temos de sair. Aceitar que o fim implica correr o pano e mudar de palco.
The Break-Up, Separados de Fresco, é um mau filme com um final feliz: cada um segue o seu caminho.
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O raio do pinhal, um pinhal pequeno, nao rende um cêntimo e, de qualquer maneira, mesmo limpo, pode muito bem arder.
Vasco Pulido Valente [Público, 14-07-2006]
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Quando nos tentamos rever nos outros, no exemplo, na felicidade existente na missão de uma vida, e nos dizem que não, que vamos ao engano, que estamos no engano, que sentido é o nosso?
É disto que mais gosto dos almoços com a Ana G. Saio sempre com mais uma faca espetada nas costas.
É mais um mito que cai.
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Joaquim Sapinho realizou um documentário na Bósnia. O sofrimento não me permitia aproximar das pessoas, é o que se pode ler na página do Público. Há mais no jornal. Um pouco mais no documentário. Tudo o resto, o que é verdadeiramente importante, continua lá, onde regresso, daqui.
Quando, em 1998, estive na Bósnia, numa reunião internacional da AIESEC, travei conhecimento directo com as marcas da guerra. Sem perigo de ataques, sem balas que nos pudessem passar ao lado, nesta ilusão de que só aos outros acontece, para onde quer que olhasse restavam as feridas, prédios cravejados de marcas que o tempo não apagava, bairros destruídos, vidas, aparentemente, descontextualizadas, pessoas como nós. No centro, uma cidade que procurava a normalidade. Uma reconstrução que procurava lavar a cara, mas que não conseguia sarar a dor.
Chegados ao aeroporto vários amigos, somos sempre todos amigos, esperavam por nós. Dali partimos para uma semana inesquecível entre Sarajevo e Neum. Dias felizes.
Nessa semana, já depois de uma noite de confraternização, regada com uns copos de cerveja – não é o futebol que une os povos -, fala-me da vida que teve. Somos da mesma idade, recordei. Tinha estado nas montanhas, escondido, armado, a proteger a vida, a lutar contra os seus. Por lá ficou, semanas, meses, uma vida, quis-me parecer. Quando tudo acabou não tinha nada. Perdeu-se na primeira tasca que encontrou, era outra vida, totalmente bêbado. Bebia para esquecer. Bebia na certeza de que pais e irmãos teriam perecido à lei da bala. Bebia sozinho. Bebia porque não tinha nada.
Passado uns tempos reencontrou-se, reencontrou também parte da família, recuperou a esperança e vivia, naquela altura, toda a ilusão que lhe era permitida. Estávamos como irmãos, separados por uma vida. Nada nos unia. Éramos um, mas nos olhos do outro não nos conseguíamos ver.
Perdi-lhe o rasto. A vida, por cá, continua com as insignificantes certezas de sempre. Que por lá persista a esperança e a luta por uma vida melhor. Pouco mais nos resta. A todos.
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o preço da liberdade resiste nos princípios
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Onde é que está o teu marido? – pergunta o Miguel, 6 anos.
Não tenho marido? – resposta demasiado óbvia, Maria, 32 anos.
Então como é que vieste?
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Enganarmo-nos no caminho nunca é problema. Podemos voltar para trás ou seguir em frente.
Como todas, também essa decisão nos define.
Como o destino. Não o ponto de chegada, que é diferente. Qualquer que seja a decisão, sabermos que chegamos sempre, é meio caminho dado. ou andado.
Também isso nos distingue.
Há quem tenha um caminho que é dado. E existem os outros
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A palavra crestomatia é uma palavra composta, registada no início do século XVII. É composta de dois elementos, ambos gregos, de chrêstos, que significa “útil”, e de máthesis, “aprendizagem”, do verbo manthanein que significa “aprender”. O significado do substantivo crestomatia seria portanto “aquilo que é útil para a aprendizagem (…)./em>
[daqui]
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Ainda a propórito do alemáo, dizias-me que namorada diz-se Freundin, que também quer dizer amiga. Fogo… HA UMA GRANDE DIFERENCA!
Nem sempre.
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Leonard Cohen para o fim de semana.
AIN’T NO CURE FOR LOVE
(from the album ‘I’M YOUR MAN’)
I loved you for a long, long time
I know this love is real
It don’t matter how it all went wrong
That don’t change the way I feel
And I can’t believe that time’s
Gonna heal this wound I’m speaking of
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love.
I’m aching for you baby
I can’t pretend I’m not
I need to see you naked
In your body and your thought
I’ve got you like a habit
And I’ll never get enough
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love
There ain’t no cure for love
There ain’t no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But they’ll never ever find that cure for love
There ain’t no drink no drug
(Ah tell them, angels)
There’s nothing pure enough to be a cure for love
I see you in the subwayand I see you on the bus
I see you lying down with me, I see you waking up
I see your hand, I see your hair
Your bracelets and your brush
And I call to you, I call to you
But I don’t call soft enough
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love
I walked into this empty church I had no place else to go
When the sweetest voice I ever heard, whispered to my soul
I don’t need to be forgiven for loving you so much
It’s written in the scriptures
It’s written there in blood
I even heard the angels declare it from above
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love
There ain’t no cure for love
There ain’t no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But they’ll never ever find that cure,
That cure for love
Leonard Cohen