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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

Post-it .13

o óbvio .2

Há, no Ocidente, quem queira conscientemente evitar abordar o essencial. Porque é absolutamente irrelevante se os cartoons são ou não ofensivos, se são ou não ‘despropositados’. Não há aí matéria de discussão. Todos os dias nos deparamos na imprensa com opiniões ofensivas e/ou despropositadas. Por isso é que são opiniões. Por isso é que são publicadas em páginas de jornais. Por isso é que lhes podemos contrapor argumentos sem medo. E é tudo isso que nos enriquece enquanto membros de uma comunidade democrática, com opiniões que são tantas vezes execráveis mas nunca atentatórias da integridade de quem delas discorda.

o óbvio

Escrever o óbvio é tido, por vezes, quase como uma forma de pleonasmo. Para quê?, se é óbvio?

É óbvio que sou contra a forma como têm decorrido o direito à indignação no caso das caricaturas de Maomé. É óbvio que sou absolutamente a favor da liberdade de expressão. É óbvio que subscrevo o texto e que também discordo dos termos do comunicado. É óbvio para mim.

De que música gostas? Não sabes? Eles sabem… é o The Music Genome Project

azar

Já a minha mãe estava a caminho do hospital quando decidiu que não queria que eu nascesse numa sexta-feira. Fosse eu a conduzir e a história seria outra, mas, não sendo, não foi nessa sexta-feira, dia de azar, que nasci. A muito custo, nasci na terça-feira seguinte. Não consta que nenhum azar atormente os nascidos a uma terça-feira, mas era dia 13. Olha… Azar.

Maternidade – Almada Negreiros

Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei!
Traz tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! Verdadeiro, encarnado!
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar.
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!

drafts

Quando deixei de utilizar o blogger consegui importar todos os posts publicados, mas os drafts ficaram por lá. Hoje, ao passar os olhos por palavras que não chegaram a ver a luz do dia, percebo que a história, a minha, é melhor contada pelo que ninguém leu e que eu já esqueci.

Post-it .12

t&v, se eu fosse dançar sei o que faria. Dia ou de noite, neutro, desconhecidos, não interessa. Se eu fosse dançar a 300km de distância sei o que lhe diria.

… nao me digas nada sem antes nos beijarmos

Porque todos precisamos de certezas, só depois abriria a porta a todas as dúvidas.

disseram-me que é tanga… histórias da imaginação

não acredito.

Várias razões concorrem para o facto de ser amigo de todas as minhas ex namoradas.

A principal é ter deixado de namorar com todas elas

gosto de conversar contigo.

fico sempre com novas ideias para posts…

desculpa? .2

Há sempre alguma coisa que se perde quando os amantes deixam de telefonar para ouvir a voz um do outro e passam a telefonar, simplesmente, porque está na hora.

normalmente é a relação

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