António Lobo Antunes .2
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O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes enviou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que chamava à esposa “meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce”, e que, ainda por cima, dizia ter vontade de lhe “meter a chave” na “fechadura do seu corpo”. Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois de morto.
Escrito pelo João Miguel Tavares, no DN de hoje, mas cujo link não descobri.
mas…é verdade? realmente, há exposições da intimidade alheia que incomodam uma espécie de privacidade nossa…eu também não quero saber do sorvete de morango!
Eu diria que muitas das cartas que Lobo Antunes escreveu por Angola (acabei de receber o livro) valem mais que muitos dos escritos de MST! Se o Miguel se tivesse dado ao trabalho de ler o prefácio do livro, saberia que foi “vontade expressa” da falecida mulher de Lobo Antunes a publicação das mesmas depois da sua morte, tendo entregue essa tarefa às suas filhas.
Como pequena provocação, sugeria a MST, antes de se dedicar à crítica, fazer todos os pontos dos seus livros baterem certo. É que ainda não sei, por exemplo, quantos pianos existiam em S.Tomé, aquando da chegada de Luís Bernardo à ilha. Afinal era um, ou dois?
:)
Saudações
PS – Assumo que este meu interesse nas cartas de amor de Lobo Antunes se revestem de algum voyeurismo, mas antes isso que um qualquer reality show!
(carriço)Lembro-me de ter nas minhas mãos (numa conferência a que assisti da Clara Rocha, a carta passou pelo público presente) uma carta de Sophia a Miguel Torga. havia um misto de fascínio e sacralidade naquele registo. lê-lo ( e neste caso também) será também uma sensação ambígua
Não percebi que o MST tivesse alguma coisa a ver com o assunto (tem?) e longe de mim defendê-lo, mas sempre pergunto:
É preciso saber fazer melhor para poder criticar? (e confesso que acho que não…mas claro, isso não tem nada a ver com o post, ou o caso, foi só assim em jeito de pergunta geral).
Hey… que grande escorregadela. Quando a minha vista passou pelo nome do autor da crítica, foi automático: leu Miguel Sousa Tavares. Desta forma, resta-me pedir desculpa, mantendo que se se tivesse dado ao trabalho de ler o prefácio, talvez entendesse parte das razões desta piblicação.
Respondendo à questão da Rita, é evidente que não é preciso saber fazer melhor para poder criticar. Ou lá teria eu que guardar a minha “viola” em tudo o que é assunto! :)
A minha resposta apenas se aplicaria a um Miguel Sousa Tavares que eu aprecio pelo facto de não ser parcial nas críticas, mas que me desagrada por ser constantemente do contra. Contra tudo e mais alguma coisa! E, quem assim é… aí sim, tem que ser também mais exigente com o seu próprio trabalho!
Saudações
Clarificada que está a confusão com MST e JMT :) ficamos com a pergunta geral da Rita. Também acho que não, mas, muitas vezes, fico com a sensação de que a critica surge motivada por um sentimento de superioridade.
eu, que sou melhor que ele, tenho de o criticar independentemente de…