às voltas com o carro
Tags:
Os dias são passados na conversa, a lavar e a arrumar carros. A mim já ninguém me pede moeda para guardar o carro. Num dos primeiros dias firmei um contrato de prestação de serviços com um deles para a lavagem do carro. Desde então cumprimentamo-nos e, de vez em quando, ele pergunta-me se pode lavar. Vou dizendo que sim. Há uns dias, mal me viu a sair do prédio, veio ter comigo a dizer que precisava de 50 contos para meter os papeis de pedido de novo cartão de identidade. Dei-lhe a nota e ele deu-me crédito de duas lavagens e meia. Seguimos caminho. Ainda não lhe disse que, ao fim deste tempo, percebi que o serviço mais importante que ele me presta não é o da lavagem. Não raramente, ao sair de casa, caminho pela Julius Nyerere à procura do meu carro. Olho para a direita, olho para a esquerda, vou em direcção ao Polana, não o encontro, volto para trás, volto a parar. Há uns dias, depois de uma sessão destas, olhei em frente e sorri. Sentado no muro ele esticou o braço e indicou-me o caminho. Alarguei o sorriso, agradeci-lhe com um sinal, ele sorriu de volta, e entrei no carro estacionado à porta de casa.
o título deveria ser “cúmulo da distracção”!!! lol Beijo
O tempo do apartheid ja se foi, ó abusador!
[…] o meu amigo, o amigo que não tenho, o rapaz, ou homem, que não lhe conheço a idade, pediu-me novo favor propôs-me novo negócio (o outro). Precisa de comprar uns ténis, que um amigo está a vender, por 100 contos (3 euros). Perguntou se lhe podia dar o dinheiro e ele ficava-me a dever umas lavagens. Deixa lá as lavagens. Há sujidade que nunca sairá. […]