despedidas
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A minha primeira despedida foi igual a tantas outras que depois sobrevieram.
Não estarei longe. Estaremos sempre juntos. Mudei de casa. Mudei de terra. Mudei de amigos. Há quatorze anos, com a ingénua ilusão de que é possível lutar contra a corrente, nadava na certeza de que a despedida não é um adeus. Hoje, sem ilusões, continuo a espernear, ingloriamente. A despedida é sempre um adeus. Mudamos de casa, mudamos de terra e de amigos, mudamos de vida. A despedida é um recomeço. Ainda hoje me abrigo nos amigos de há quatorze anos, mas naquele dia disse adeus a essa vida. A despedida é sempre um adeus.
E é nostálgica… Na corrente que nos afasta agarramo-nos às memórias que nos acompanham para que não nos deixem ir ao fundo, mas vamos. Nas despedidas vamos sempre ao fundo das emoções, revemos o que já esqueceramos, encontramos luz no breu, tropeçamos em cada memória. E agarramo-nos.
Hoje despedimo-nos do Cup honrando as noites memoráveis que lá passámos. Tristes ou alegres, tivemos noites muito memoráveis. Sem pingo de tristeza diremos adeus. Um adeus sem certezas.
Estive em espírito… Também para mim há recordaçöes que se enterram com o cup. No entanto, foi uma boa viagem, que por certo noutro contexto se irá repetir!