De quem eu gosto
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Encontramo-nos raramente. No lux, há uns tempos, abraçámo-nos. Não foi um abraço que tivesse resultado da improbabilidade de nos termos encontrarmos no meio de lisboa, no meio de tanta gente. Não foi pela saudade. Não somos irmãos. Não somos primos. Não somos amigos, diria. Não somos senão dois parasitas que ganharam vida própria. Abraçámos por essa improbabilidade e com a certeza de que dois parasitas podem devem sempre contar um com o outro. É a única forma de saltar do barco e sobreviver.