Disse que os peixes têm “duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam”.
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vida reg(r)ada
Um evento desportivo tem sempre de ser precedido ou seguido de um evento gastronómico. Esta é uma regra indiscutível e incontestável. Um evento gastronómico, por seu lado, não requer, em nenhuma altura, um evento desportivo a acompanhar. Básico. A propósito disso…
Desportista A: Amanhã vamos à comporta para a actividade desportiva, certo? 15h?
[Actividade desportiva não implica, necessariamente, fazer desporto. Já alguém deve ter provado que assistir a actividades desportivas também ajuda a manter a forma física. No meu caso, faz milagres.]
Desportista B: Sim, combinamos almoço em Setúbal?
[Aí está, evento gastronómico. Nem é preciso dizer o que vamos almoçar]
Desportista A: Se calhar é preferível ser um lanche ajantarado. Se nos vamos encher de choco frito e imperiais é melhor ser depois.
[Correcção: afinal, é melhor clarificar tudo. Peixe grelhado e suminho não puxa carroças. Choco frito e imperiais sim. Regra numero um dos eventos gastronómicos: Se é para ser, seja à grande.]
Desportista B: É melhor. Fica assim combinado.
…
Desportista A: De qualquer forma vamos ter de almoçar. Podemos almoçar em Setúbal.
[Aha! Regra número dois: Se é para ser, que seja antes. Nunca sabemos como vai ser depois. Desportista prevenido...]
Desportista B: De facto… Fica então combinado almoço. Lanche e jantar logo vemos. Podemos passar em Sesimbra.
[Regra número três: Se é para ser, que seja diversificado. Se há alturas em que não vale a pena meter todos os ovos no mesmo cesto, neste caso, não vale a pena meter só ovos dentro do cesto.]
Desportista A: Certo
[moção aprovada por unanimidade e aclamação]
Post-it .7
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Regresso da leitura do DN, na sua versão em papel, no café. Está lá um artigo sobre comida japonesa com uma foto do Sakura. Aqui também. Têm lá as moradas. Aqui também.
Queria incluir no blogue o que o João Miguel Tavares escreveu sobre as cartas do António Lobo Antunes, mas não encontrei na versão online do jornal. Tá mal! Fico com a ideia que na internet o DN é um jornal pela metade. Ou então sou eu… not half the man…
Vale-nos o esconjuro do Pedro Mexia. Está lá todo. E eu ainda tenho dois bilhetes para o concerto de hoje. Se alguém quiser…
Moçambique – O que mudou? 1
Fomos jantar a casa do Xou Director. Quando chegámos estava a Inês a tratar dos seis quilos de amêijoas e a fazer a pasta à xou director. Antes, durante a tarde, o Orlando tinha ido comprar camarão do bom ao mercado do peixe. Daquele camarão que tem muito bom aspecto quando o vemos na bancada, mas que chega a casa podre. As amêijoas que abriram estavam deliciosas. Os restantes cinco quilos seguiram o mesmo caminho que os camarões. Estava tudo a correr bem.
Cumpriu-se o ritual de ver o telejornal. Jogou-se PS2 e quinito. À meia noite, eu e o Fernando fomos para casa, pois ainda tínhamos de ultimar a apresentação do dia seguinte. O Fred e a Ana Rita vieram também e nenhum de nós estava preparado para o que se seguiria.
Nemo
Neste oceano que é a vida há quem ainda se deixe sobreviver dentro de um aquário.
Há muitos filmes de animação memoráveis. Não me lembro de em criança ver muitos e talvez por isso me tenha tornado num aficcionado do género. Desde o Rei Leão. Acho que gosto de todos, mas o Finding Nemo tem-me marcado mais.
Vejo-o para sentir essa criança. Para estar com ela. Porque não posso estar todos os dias.

