10/06/2008
Dia de descanso.
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade
As fotos dos posts anteriores, deve ter ficado claro, não são da Serra da Estrela. Foram tiradas há cinco anos em Valmorel. A Serra, a nossa, lá está, mas o tempo não ajudou nos últimos dois dias. Nem o joelho. Piorou um bocado, mas não deverá condicionar a meia-maratona de domingo. De qualquer forma, o meu treinador para os assuntos da mente e todos os outros também, já me avisou que os joelhos representam o orgulho e o ego e que preciso de encontrar um novo padrão de pensamento: sou flexível e deixo-me fluir. Registei, sou flexível e deixo-me fluir, mas, entretanto, que estas coisas do buda não resultam com todos, já marquei consulta com um ortopedista. Até lá…
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Um post às dez horas e dezoito minutos, durante os próximos quatro dias. Fotos. Eu espero só regressar ao quinto.
O próximo post será sobre isto. A alternativa é nada.

Aquele fim de semana mudou a tua vida?
Não.
Não sei porque o digo. Arrependo-me antes de pensar, não penso antes de dizer e digo-o sem tempo de o evitar. Sei que mudou. Mudou-nos a todos.