Deixo de escrever quando deixa de fazer sentido. Nada de novo. Este fim-de-semana fui ver Peer Gynt. Fui duas vezes ao cinema (Mio fratello è figlio unico e Wanted). Vi The National e Bob Dylan, mas não tive paciência para ir ver Neil Young que, segundo escrevem no Público, foi o melhor concerto do festival. [...]
Pessoas normais, pensei. A beleza não surge na face das pessoas normais. É preciso alguém que, na escala, se encontre nooutlier para que o conceito surja e nos prenda. A repulsa não é beleza, mas também não surje em pessoas normais. Ali estava eu, pessoa normal, no meio de pessoas normais, a fazer o que [...]
Não há datas nem horas neste novo modelo. É a procura da eternidade através indefinição temporal.
O que escrevi ontem, já em Abril tinha colocado no blogue. Aos poucos vou-me tornando no velho do jardim que repete as mesmas histórias às mesmas pessoas. Este é o meu jardim e, na falta de outras certezas, não é velho quem quer. Que os 31 anos não enganem ninguém.
Na teoria de relatividade não há um tempo absoluto único; em vez disso cada pessoa tem a sua própria medida de tempo, que depende do sítio onde está e da forma como se move. (Stephen Hawking)
Quem comentou a nova imagem diz que passou a vir cá na esperança de encontrar outra. Este eternidade não permitirá que seja para sempre, mas garante que a mudança não é para já.
Se estou sozinha na neve é óbvio que sou um relógio de outro modo como poderia a eternidade deslizar Inger Christensen (n. 1935) Dinamarca Trad.: José Alberto Oliveira
Aprendi mais na última semana do que nos últimos seis meses. Seis meses é uma vida. A última semana aproxima-se da eternidade. O mais importante? Só se vive uma vez, mas a eternidade subsiste.
Não creio que alguma vez venha a ter um baby blogue. Nove meses, na blogosfera, é uma eternidade.
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