Parabéns
Penso que o aniversário se tornou numa versão mais intimista do ano novo.
No aniversário formulamos desejos, mas sem o incómodo de ter de encher a boca com 12 passas.
No aniversário recordamos o ano que passou ou, a partir de determinada idade, que mais um ano passou.
No aniversário fazemos promessas ou reiteramos as do ano novo, as que ainda não tivemos oportunidade de cumprir. (Na verdade eu acho que as promessas são da exclusiva competência do Ano Novo.)
No aniversário temos champanhe.
No aniversário temos charutos.
No aniversário temos festa, a nossa festa, mesmo que conjunta.
E pese embora os muitos aspectos positivos, o grande problema do aniversário é que, como a própria essência indica, volta todos os anos, mas só uma vez por ano.