Marrocos
-->Junho começou com Marrocos. Começou antes, mas não contou. Foi com o Nouradine e o Abdelhaq, já em Junho, que nos começámos a sentir em nossa casa, em casa deles. Estranha-se o princípio. O território está por explorar e ainda não sabemos que somos todos iguais. Quem és tu? Eu não estou aqui, por mim protegido de tudo. E no entanto, ali estávamos, estivemos, todos, à mesa. Nós e a tagine. A nossa tagine. As nossas mãos.

Este Marrocos foi também o do Rachid. Esquecido em Tighassaline, perdido de todos, à procura do mundo e o mundo sempre ali. Sempre diferente, esse mundo, que pára e arranca como se ali nos pudéssemos perder ou, pior, encontrar. Ali nos juntámos, todos, à mesa. Nós e o couscous. O nosso couscous. As nossas mãos. O nosso serão.

Foram eles que fizeram Marrocos.