ensaio sobre a cegueira
Ontem vimos o filme do livro. A sala estava assustada e o sentimento não pode ter sido diferente daquele que antecede a aterragem de um avião. O coração pára sempre um bocado. Quando a sala, desculpem, quando os passageiros se apercebem que já é difícil aquilo correr mal há sempre lugar ao suspiro de alívio, por muito silencioso, em todos, e à euforia, em alguns, que não poucas vezes se traduz em energéticos aplausos. Ontem foi assim. Sobrevivemos ao filme e houve quem tivesse aplaudido.
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