que isto seja esquecido

crítica gastronómica

Nas últimas semanas vi-me forçado, face à gula que carregava, a visitar dois dos restaurante que trazia na carteira há alguns meses como “preciso de ir lá ver como é que é”. O Ramiro, muito bom, faz competição directa ao Rodinhas em Sesimbra. Hei-de lá voltar quando não estiver em Sesimbra ou quando me apetecer uns camarões que, pelo aspecto, são cozinhados como em Moçambique. Duas garrafas de vinho não chegaram para estragar o marisco que comemos, o que é de louvar. O Sete Mares, que estava referenciado como tendo o melhor leitão de Lisboa, confirmou tudo e ainda mais alguma coisa. O leitão é mesmo o melhor de Lisboa, mesmo sendo o único que conheço, é óptimo, e o queijo da serra uma maravilha. Não tinha leite creme, uma chatice. Fica a nota que só lá hei-de voltar para comer leitão. Domingo, para memória futura, para a de domingo, não me posso esquecer, serão enguias ali para os lados do Montijo. Hoje é sushi. Eu tenho uma boa relação com o shushi. Eu não digo mal dele e ele não se me apresenta como alternativa gastronómica com demasiada frequência. Toleramo-nos. Não é que não goste de sushi, gosto, mas gosto mais quando há alternativas. Por exemplo, sushi com pataniscas de bacalhau. Porque não? Sempre que como pataniscas de bacalhau, por muito maladrinho que esteja o arroz de feijão, sinto sempre a falta algo. Talvez seja esse o segredo. Pernil assado no forno com sashimi? Favas guisadas com entrecosto e tempura? (…) Já que esta é a minha primeira a última crítica gastronómica, não posso terminar sem uma palavra de apreço para esse grande vulto da gastronomia portuguesa que é a lampreia. Nunca comi, fica mais esta nota, e 2008 está-lhe reservado. Até lá, hoje é sushi. Adoro. Isso e croquetes.