Por razões diferentes, não me recordo de alguma vez ter comprado laranjas ou nêsperas. Laranjas sempre tive à porta de minha casa e o meu vizinho sempre teve nêsperas.
Por razões diferentes, não me recordo de alguma vez ter comprado laranjas ou nêsperas. Laranjas sempre tive à porta de minha casa e o meu vizinho sempre teve nêsperas.
Vou à farmácia e, depois de medir a tensão, dizem-me que estou a morrer.
Entre perguntar se tem algum medicamento que resolva esse problema de vez, o da morte, e que curso lhe permitiu tirar tão brilhante conclusão escolho regressar à esplanada e beber mais um café. Cafezinho, como disse o chefe.
As mulheres não gostam de parecer fáceis.
Depois de uma agradável tarde de conversa com uma amiga de uma amiga para falar de negócios, verdade seja dita, em que aos poucos começámos a falar de tudo até ao ponto em que deixámos de estar ali, sentados e com o café frio que nos esquecêramos de [...]
Como se não fosse de Lisboa. Não sou, na verdade, mas, ao fim de alguns anos, é como se nunca tivesse conhecido outra cidade. Conheço, mas em Lisboa sinto-me em casa. Gosto do Tejo.
O primeiro amor, esse mesmo, o primeiro, só deve ter um de dois destinos: viver perpetuamente ou desaparecer como se nunca tivesse existido.
Não sei se há uma altura certa ara procurar o primeiro amor. Se aos 30, como eu, se aos 50, como Passmore, uma das personagens de David Lodge. Seja em que altura for, um primeiro amor tem de ser procurado. O primeiro amor tem de ser desmistificado.
- Dá-me um pouco mais de ti
- Que queres?
- Um beijo ao primeiro olhar
- Não estarás a pedir demais?
- Não peço senão o que desejo.
- E então?
- Atreves-te a pedir menos do que o que desejas?
- Não.
- Atreves-te a desejar menos do que o que sonhas?
- Não.
- Sonho com um beijo ao primeiro olhar.
Quero a vida num só dia. Nem sempre, mas, às vezes, acontece. A vida define-se em momentos, não precisa sequer de uma dia inteiro, mas que num dia tanto acontecesse como se uma vida tivesse passado. O dia seguinte seria um renascimento.
Foi como se nunca tivesse saído daqui. Hoje em dia podemos ir ao fim do mundo e sem que ninguém dê por isso.
não te procuro, mas desejo-te
aprendo a gostar de ti
conheço-te
nunca te vi
não sei quem és
desejo-te como és
desejo-te, mas nao sei
como te encontrar
sei que te quero
como te desenhei
igual a ti mesma
desejo-te como és
Merche Romero
bom toque de bola
Ao contrário das moedas, que só têm duas, as dívidas têm várias e distintas faces. Contudo, talvez pudessemos considerar que as dívidas têm várias faces da mesma moeda.
As outras? As outras são as dívidas que não se pagam, devem-se.
Uns dirão que o filme À Procura da Terra do Nunca, Finding Neverland, trata da importância que a imaginação tem na vida humana. Outros dirão que o filme trata da importância de não deixarmos de ser criança. Para mim, o filme trata de aprendizagem.
Existem crianças que, por força das circunstância da vida, desejam tornar-se adultas, [...]
Agrupo as minhas ex-namoradas em três categorias
1) Somos muito amigos e falamos quase todos os dias
2) Somos muito amigos e falamos de vez em quando
3) Somos muito amigos sempre que não falamos
Como se a vida se repetisse de forma distorcida, contorcendo o presente, recriando a realidade e mudando o passado. A vida, a nossa, repete-se e o que já vivemos deixámos de ter vivido. Foi outra vida. Foi outro dia.
não fora ela não saberia
quem foste de onde vim
desta terra que tenho em mim
que tanto destrói como cria
quem me fez num qualquer dia
sob um céu de carmim
ou de outro qualquer enfim
não interessa nem eu quereria
há na rua onde moro
uma placa que me diz
Sienna Miller
my number one
Por vezes pensamos que uma relação, porque faz sentido, tem de existir. Fomos feitos um para o outro, por isso, a nossa relação tem de existir. Fomos feitos um para o outro e, quando a relação deixa de existir, tudo cai com ela… e uma relação não tem de existir. Existem outras perfeições. Existem outras [...]
Janina Martig
porque 1,72 metros são perfeitamente suficientes
1) Uma mulher, adiante designada como “mulher da nossa vida”.
2) Uma certeza, adiante designada como “certeza”
3) Um caminho, adiante designado como “vida”
Se um dia percebermos que, com aquela que consideramos a mulher da nossa vida, não faz sentido construir uma vida a dois, com que mulher ficamos, a que certeza nos agarramos, que caminho seguimos?
Uma relação não tem de existir. Não existe uma razão para que determinada relação exista. Podemos existir, mas não temos de.
Quero ver-te nua. Deixa-me sentir-te.
A meia luz, de olhos bem abertos, já não havia outro caminho, quando estas palavras se atravessaram à nossa frente. À tua frente. Tu à minha frente.
Nunca hesitaste. Ainda bem. Nunca o quis. Nunca te quis de outra forma. Em nada. Quis outro caminho e que outras palavras nos atropelassem. Fiquei [...]
Um beijo teu.
Esse sorriso aberto, sincero, saudoso de outros tempos que nos permitimos reviver, agora cúmplices nesse pecado, sempre cúmplices, sempre pecado, agora também.
De volta a esta casa. Sem nome. A casa tem nome, não tenho eu.
Pergunto-me porque é tão difícil soltar amarras?
Diz-se por aí que os iluminados só precisam de si para serem felizes.
Eu sei do que não preciso. Eu sei que preciso mais do que sou.
para ser feliz
por enquanto
e não me queixo
não há senão em ti
o que os outros procuram
o que precisas
não precisas
nada mais que não
o que há em ti
não há em ti
senão o que precisas
o que os outros querem
e procuram
se soubesse
pintava-te
a uma só cor
talvez o vermelho para
te rosar as faces
com um pouco de amarelo
se soubesse escrever
pintava-te
de A a Z
com todas as letras
que não sei dizer
se soubesse falar
pintava-te
com gritos de dor
se te soubesse
em mim
na rua onde vives
não há nada de novo
Tu lembras-te de alguma coisa do espectáculo depois da Madona?
(Encontro o Edu, companheiro de copos e que voltei a encontrar nos EMA da MTV)
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