que isto seja esquecido

Livros

Blindness

Vi-me forçado a interromper a leitura de Leonard Cohen para arrumar com o “Ensaio sobre a Cegueira”. O filme abre, amanhã, o Festival de Cannes. Sobre o livro, não destrói nada de significativo, mas gostei. Talvez tanto quanto gostei de “Todos os Nomes”. Talvez. A esta distância, já é difícil lembrar-me de que o li. [...]

ainda de ontem: Orlando Furioso

ainda de ontem: Orlando Furioso

sem esperança

Património, de Philip Roth, não é um livro que se leia com gosto. Felizmente, digo eu, não é o primeiro. Em todos os livros, Philip Roth consegue fazer acreditar que é possível que assim seja, assim como ele escreveu, com dor, com desespero e angústia, com medo. A desgraça humana, o farrapo que somos, a [...]

Património – Philip Roth

Já comprei o último livro de Philip Roth lançado em Portugal. Património é mais uma dor que se alastra e permanece. Dizem, e aí tenho de ficar pelo que me dizem, que um escritor escreve sobre o que é e que a ficção nunca é senão parte da nossa realidade. Em Património, Philip Roth não [...]

acabar bem

Falar da vida que acaba, de relações, falar de acabar bem, como se não fosse possível. Se não me falha a memória* o filme “The Break-Up” é um mau filme que acaba bem. Cada um vai para seu lado. A vida tem finais felizes. Felicidade que não é forçada. “As Velas Ardem Até ao Fim” [...]

fazer sentido (antes de tempo)

Há coisa de um* mês, já não me recordo que a propósito, disse-me que todos os dias encontra pessoas melhores do que eu. Pensei que faz sentido, somos amigos, fomos namorados, mas sem saber onde o encontrar, se em mim, se nela, se na realidade daquele presente. Sándor Márai escreveu que “um acto ainda não [...]

Acasos e Coincidências .3

De acontecimentos que se verificavam simultaneamente, mas sem que houvesse entre eles qualquer relação de causalidade, dizia-se que aconteciam por obra do acaso. A Profecia Celestina James Redfield

Natal .4

O primeiro livro da literatura europeia. “Canta, ó Deusa, a cólera de Aquiles (…)“

A Sombra do Vento

Há pessoas que se recordam e outras que se sonham. Para mim, Núria Monfort tinha a consistência e a credibilidade de uma miragem: não questionamos a sua veracidade, seguimo-la simplesmente até que se desvanece ou nos destrói.(…) Ambos perguntavam a si mesmos se teriam sido as cartas que a vida lhes tinha dado, ou se [...]

Algures no tempo

“Em criança aprendi a conciliar o sono enquanto explicava à minha mãe, na penumbra do meu quarto, as incidências da jornada, as minhas andanças no colégio, o que tinha aprendido nesse dia.” Eu também me lembro de estar a chegar da escola primária e explicar à minha mãe o que tinha aprendido nesse dia. Inevitavelmente, [...]

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