Conheci Jethro Tull no carro do meu pai. Numa longa viagem por Portugal, irmão ao lado, deu para apanhar as manhas ao autorádio e saber, mesmo no shuffle, qual o cd que ia tocar a seguir e quando iria ser double shot*. Hoje agradeço a seca. Fomos cilindrados com Jethro Tull. Depois disso, já com idade para votar e fã da sonoridade da banda, fomos, os três, ao concerto no Pavilhão Atlântico. Júlio Machado Vaz diz, a propósito de um outro concento de Jethro Tull, que
as peregrinações familiares, para serem perfeitas, exigem a presença dos três!
Talvez isto não seja a propósito de um concerto de Jethro Tull. Seja o que for, sempre encontrei uma nesga de perfeição nas músicas de Jethro Tull. Longe de, com os meus trinta anos, me fazerem reviver saudosos dias da adolescência, Jethro Tull faz-me sonhar com tempos que hão-de vir. É outra perfeição.
Too Old to Rock ‘n’ Roll: Too Young to Die**
The old Rocker wore his hair too long,
wore his trouser cuffs too tight.
Unfashionable to the end — drank his ale too light.
Death’s head belt buckle — yesterday’s dreams —
the transport caf’ prophet of doom.
Ringing no change in his double-sewn seams
in his post-war-babe gloom.
Now he’s too old to Rock’n'Roll but he’s too young to die.
* da Super FM, rádio de outros tempos
** Do album “A Little Light Music”. A versão de estúdio continua e termina de forma diferente No, you’re never too old to Rock’n'Roll if you’re too young to die.