Almada

Passo na ruas desertas de gente
Tropeço em cada memória que destapo
E a nenhuma delas eu escapo
Por mais que queira, por muito que tente.

Com sangria do Boa Esperança
Ou com uma bota do Faustino
Sei bem que o meu destino
Já não passa por ser criança.
Mas ainda tenho confiança,
sem pensar sem ser cretino,
Que todo este desatino
Irá resultar em bonança.

Anseio por um futuro banhado a prata e a ouro.
E se sonhamos sem medo de sonhar
Só existe um lugar onde podemos estar,
pois a lua só é bonita no miradouro.

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