A Insustentável Leveza do Ser

Quem vive no estrangeiro deixa de ter por debaixo de si a rede de segurança que é, para todo o ser humano, o país natal, o país onde se tem a família, os colegas, os amigos e onde é fácil fazermo-nos entender na língua que conhecemos desde criança.

Milan Kundera. Continuo a ler.

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16 Comments

  1. Posted 23.05.2005 at 20:28 | Permalink

    vou levá-lo na mala para o reler na Holanda. talvez seja um espaço confortável quando as saudades apertarem :)

  2. Posted 24.05.2005 at 07:51 | Permalink

    E quem nao sai para o estrangeiro, fica reduzido a uma redoma, nao aprendendo como vivem os outros e nao fazendo o constante exercicio de adaptacao a outros e outras coisas, que tao precioso é ao desenvolvimento pessoal de cada um. :)
    Acrescento, com tristeza, que dou mais valor à saudade que sinto do que nao tenho do que à desilusao que sentiria se de Portugal nao saísse. Porque assim, a imagem que guardo em mim vai ser associada sempre a algo bom.

  3. Posted 30.05.2005 at 18:40 | Permalink

    que bonito… obrigada! :)

  4. Posted 30.05.2005 at 21:03 | Permalink

    Ainda assim, sei sempre onde voltar. :)

  5. Posted 31.05.2005 at 07:00 | Permalink

    O estrangeiro e’ um sitio onde nao nos sentimos em casa e pode ser muito bem o pais onde nascemos!
    :)

    Adorei este livro, marcou-me na altura que o li em 1988.

  6. Posted 31.05.2005 at 23:38 | Permalink

    Perante isto, acho que vou ter que o ler outra vez!

  7. Posted 02.06.2005 at 13:48 | Permalink

    Obrigada! Não me lembrava dessa passagem, mas penso muitas vezes numa outra: quando ele diz que a vida é um esquisso que nunca vai ser passado a limpo.

  8. Posted 03.06.2005 at 15:40 | Permalink

    Kundera expressa bem o sentimento de emigrado. Actualmente já vivo na “comodidade” do país Natal (se bem que com ausências profissionais), mas já estive emigrado na Alemanha, por isso conheço bem o sentimento.
    Original a forma como fizeste a homenagem a quem está fora.
    Abraço

  9. Posted 03.06.2005 at 18:03 | Permalink

    Não conhecia este espaço. Grata por incluído a minha casa aqui. Um abraço e um grande Bem Hajas. Beijos e bom fim de semana :)) Já me esquecia, achei a maneira como este post foi feito uma delicia.

  10. Posted 06.06.2005 at 16:12 | Permalink

    Podemos ser estrangeiros em casa.
    Quão preocupante isso pode ser.
    Fica todavia a intenção. A boa intenção e a homenagem aqueles e aquelas que buscam noutro lugar o que o país lhes negou.
    Abraço

  11. Posted 06.06.2005 at 23:38 | Permalink

    Isso é um fato… eu também vivo cá, longe do meu país, longe da minha família, longe de todos os meus sonhos de juventude…
    Muito bonita esta tua homenagem!
    Bjs!

  12. Posted 06.06.2005 at 23:45 | Permalink

    Obrigado por dares a conhecer uma parte de Portugal tão linda como esta…Por ter apreciado tanto, decidi viajar pela blogosfera e linkar estes amigos…
    Abraço,

  13. Posted 07.06.2005 at 00:28 | Permalink

    Que ideia simpática, reunires a blogosfera tuga em diáspora através de 1 dos meus autores de eleição. Obrigada e fica bem!

  14. Posted 08.06.2005 at 09:04 | Permalink

    A unica coisa que posso mesmo dizer é obrigada pelas palavras simpaticas… mas sair sao escolhas que se fazem…. um abraco

  15. Posted 09.06.2005 at 08:17 | Permalink

    É verdade… Mas o estranho é que passados uns anos já estamos com um pé cá e um pé lá e nenhum deles completamente no chão…

  16. Posted 22.06.2005 at 12:49 | Permalink

    Que post bonito!
    Antes entre cá e lá do que cá e cá!
    Embora nem todos os dias eu pense assim, principalmente agora que estou cá, com a cabeça lá… não sei bem onde!

One Trackback

  1. By Envelheceremos juntos on 03.09.2007 at 16:00

    [...] só gostei de todos os que me sugeriste como fiz questão de reencaminhar alguns do que continuam perdidos nos arquivos. - Vais gostar. Ainda bem que gostaste. “Envelheceremos [...]

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