que isto seja esquecido

num cinema perto de si

Marrocos

Junho começou com Marrocos. Começou antes, mas não contou. Foi com o Nouradine e o Abdelhaq, já em Junho, que nos começámos a sentir em nossa casa, em casa deles. Estranha-se o princípio. O território está por explorar e ainda não sabemos que somos todos iguais. Quem és tu? Eu não estou aqui, por mim protegido de tudo. E no entanto, ali estávamos, estivemos, todos, à mesa. Nós e a tagine. A nossa tagine. As nossas mãos.

Tagine com Nouraddine e Abdelhaq

Este Marrocos foi também o do Rachid. Esquecido em Tighassaline, perdido de todos, à procura do mundo e o mundo sempre ali. Sempre diferente, esse mundo, que pára e arranca como se ali nos pudéssemos perder ou, pior, encontrar. Ali nos juntámos, todos, à mesa. Nós e o couscous. O nosso couscous. As nossas mãos. O nosso serão.

Serao em casa do Rachid

Foram eles que fizeram Marrocos.

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Junho é sempre um mês complicado. Este ano foi mais.

“trazer o peso dos dias para casa”

(drafts)

dilema

este blog vive o dilema

não sabe

o que escrever para os outros

o que escrever porque os outros

o que escrever sem os outros

(drafts)

uma boa história

Para escrever um bom romance consta que é preciso uma boa história. Não é de estranhar, por isso, que não exista um bom romance com uma má história. Há, isso eu sei, boas histórias sem romance. Uma boa história não dá, necessariamente, um bom romance.

(drafts)

Suzanne

The young Cohen’s signature tune was Suzanne. He once called it “journalism”, as the details were drawn from life in Montreal. Suzanne was a friend, Suzanne Verdal, who really did serve him tea and oranges in her loft by the river. Cohen wrote the line “I touched your perfect body with my mind” because she was married to a friend of his.

(drafts)

recomeço

Este blogue acaba todos os dias sem nunca recomeçar. Parece-me estranho que assim aconteça. Se não recomeça? como pode acabar? todos os dias? Ou, como pode acabar todos os dias sem recomeçar. Mas não é. Não é estranho. Acabo de ver o Gran Torino, um filme que já todos viram. Acreditem, já todos viram este filme. É a história de um homem acabado. Nada mais. É uma história que não recomeça.

hummus

A primeira vez que comi hummus foi em Moçambique. O Alex era mecânico (a história é conhecida) e amigo do meu amigo. Encurtámos a relação, mas não o suficiente para que deixasse de ser o amigo do meu amigo. Hoje em dia ninguém é amigo de ninguém (só eu e o meu amigo), mas o hummus ainda resiste.

A receita deste veio do Desert Candy e não tem que enganar. É só seguir a receita até à oficina do Alex.

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le plaisir ça s’apprend…

regressar devagar para partir rapidamente

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