num cinema perto de si

Junho começou com Marrocos. Começou antes, mas não contou. Foi com o Nouradine e o Abdelhaq, já em Junho, que nos começámos a sentir em nossa casa, em casa deles. Estranha-se o princípio. O território está por explorar e ainda não sabemos que somos todos iguais. Quem és tu? Eu não estou aqui, por mim protegido de tudo. E no entanto, ali estávamos, estivemos, todos, à mesa. Nós e a tagine. A nossa tagine. As nossas mãos.

Este Marrocos foi também o do Rachid. Esquecido em Tighassaline, perdido de todos, à procura do mundo e o mundo sempre ali. Sempre diferente, esse mundo, que pára e arranca como se ali nos pudéssemos perder ou, pior, encontrar. Ali nos juntámos, todos, à mesa. Nós e o couscous. O nosso couscous. As nossas mãos. O nosso serão.

Foram eles que fizeram Marrocos.
Junho é sempre um mês complicado. Este ano foi mais.
(drafts)
este blog vive o dilema
não sabe
o que escrever para os outros
o que escrever porque os outros
o que escrever sem os outros
(drafts)
Para escrever um bom romance consta que é preciso uma boa história. Não é de estranhar, por isso, que não exista um bom romance com uma má história. Há, isso eu sei, boas histórias sem romance. Uma boa história não dá, necessariamente, um bom romance.
(drafts)
(drafts)
Este blogue acaba todos os dias sem nunca recomeçar. Parece-me estranho que assim aconteça. Se não recomeça? como pode acabar? todos os dias? Ou, como pode acabar todos os dias sem recomeçar. Mas não é. Não é estranho. Acabo de ver o Gran Torino, um filme que já todos viram. Acreditem, já todos viram este filme. É a história de um homem acabado. Nada mais. É uma história que não recomeça.
A primeira vez que comi hummus foi em Moçambique. O Alex era mecânico (a história é conhecida) e amigo do meu amigo. Encurtámos a relação, mas não o suficiente para que deixasse de ser o amigo do meu amigo. Hoje em dia ninguém é amigo de ninguém (só eu e o meu amigo), mas o hummus ainda resiste.
A receita deste veio do Desert Candy e não tem que enganar. É só seguir a receita até à oficina do Alex.

regressar devagar para partir rapidamente
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