Sobre o concerto de amanhã, o pouco que me ocorre dizer não é muito. Diz que foi a 5 de Novembro de 2000 que os Jethro Tull estiveram no Pavilhão Atlântico. Eu estive lá e, só por causa disso, fica já aqui escrito, em antecipação, que era uma coisa mais ou menos assim que eu gostava para o concerto de Leonard Cohen. Ou uma coisa mais ou menos assim, mas na Aula Magna. Ou em Sintra, no Olga Cadaval. Ou no CCB, que nem sei se ainda tem espectáculos ou se as coisas tomaram conta de tudo. Por mim, Já nem precisava de ser uma coisa desde que fosse mais ou menos assim.
Algures no Correio da Manhã de hoje.
Adorava ir ao concerto do Leonard. Por que nos contrataram para a mesma noite? (Lou Reed)
Leonard Cohen, na idade em que hoje a malta joga GTA, aprendeu a hipnotismo. Uma das primeiras experiências que fez foi com a a empregada doméstica dos pais. Depois de algumas tentativas, hipnotizou-a e fez com que ela se despisse. A arte, no entanto, não chegava para tudo e o feitiço só foi desfeito à estalada. Desde então, largou o hiptnotismo e dedicou-se à poesia. O efeito nas mulheres era o mesmo, mas incorporava menos risco. O resto é história.
* para Pedro Mexia
Fiquei um bocado agastado por não ter sido incluído nas individualidades que hoje, no Ípsilon, escolheram Leonard Cohen e não Lou Reed. A primeira razão é porque gosto de Leonard Cohen. A segunda é porque tenho um blogue. Posto isto, fica claro que não há razão para não aparecer. Porque ter opinião é o menos importante, cá vai a minha.
Conheci Leonard Cohen com um álbum de 1988 já nos anos 90. O principal culpado foi o Mário e, vingança seja feita, também ele vai ao concerto com um bilhete que me há-de pagar para saldar essa dívida antiga. I’m Your Man, o álbum de 1988, tratou do resto.
de todas as fotos que tenho no flickr, esta, que já aqui terá sido publicada, foi a 11ª mais visualizada, é a 3ª mais favoritada (sugestão para a próxima edição) e a mais comentada.
e isto deve servir para demonstrar qualquer coisa.
Já agora, os dois visitantes regulares deste blogue ficam a saber que a foto é de David Boswell, foi tirada em Vancouver a 20 de Outubro de 1978. davidboswell.ca. Os outros não.
Vejam estes três minutos (Nelson Mandela at 90).
O restante só se fizerem mesmo muita questão.
Estava convencido, juraria a pés juntos, que algures nos mais de 2500 posts teria escrito ‘diletante’. Não sou diferente e, ainda assim, disto não serei nada.
Diletantes, diletantes! – Assim os que exercem uma ciência ou arte por amor a ela, por alegria, “per il loro diletto” [pelo seu deleite], são chamados com desprezo por aqueles que se consagram a tais coisas com vistas ao que ganham, porque seu objeto dileto é o dinheiro que têm a receber. Esse desdém se baseia na sua convicção desprezível de que ninguém se dedicaria a um assunto se não fosse impelido pela necessidade, pela fome ou por uma avidez semelhante. O público possui o mesmo espírito e, por conseguinte, a mesma opinião: daí provém seu respeito habitual pelas “pessoas da área” e sua desconfiança em relação aos diletantes. Na verdade, para o diletante, ao contrário, o assunto é o fim, e para o homem da área como tal, apenas um meio. No entanto, só se dedicará a um assunto com toda a seriedade alguém que esteja envolvido de modo imediato e que se ocupe dele com amor, “con amore” (Schopenhauer, em “A Arte de Escrever” [p. 23] — ou em “Parerga und Paralipomena”).
[daqui]
Há alguém a conseguir ler isto através do bloglines, google reader ou outro que tal? Parece que o feed não está a funcionar. Parece que, com esta ajuda, o feed já está a funcionar. Vamos ver…
Deixo de escrever quando deixa de fazer sentido. Nada de novo.
Este fim-de-semana fui ver Peer Gynt. Fui duas vezes ao cinema (Mio fratello è figlio unico e Wanted). Vi The National e Bob Dylan, mas não tive paciência para ir ver Neil Young que, segundo escrevem no Público, foi o melhor concerto do festival. Azar. No próximo sábado Leonard Cohen. Depois praia.
Costumo dizer que a eternidade mede-se no presente. Isto quer dizer que, embora não saiba o dia de amanhã, sei que amanhã o meu dia é contigo.
Buddhism’s eight-fold path to change:
1. Right view or perspective.
2. Right intention.
3. Right speech.
4. Right action.
5. Right livelihood.
6. Right effort.
7. Right mindfulness.
8. Right concentration.
Frank Sinatra
Bing Crosby
Peggy Lee
Pearl Bailey
Ella Fitzgerald
Ao tentar perceber o que poderá ser o próximo concerto de Bob Dylan em Portugal, no Optimus Alive, chego à conclusão de que pode ser tudo menos previsível. Em Junho Bob Dylan deu 19 concertos e nenhum teve o mesmo alinhamento. Cada um dos concertos teve 18 músicas (um teve 19, mas foi resultado de um aniversário) e no total cantou 60. Só duas músicas aparecem em todos os concertos (Highway 61 Revisited e Thunder On The Mountain).
Aqui fica uma listagem da músicas e do número de vezes que apareceram nos alinhamentos dos concertos.
| Highway 61 Revisited (Bob on keyboard) | 19 |
| Thunder On The Mountain | 19 |
| Summer Days (Bob on keyboard) | 17 |
| The Levee’s Gonna Break | 13 |
| It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding) | 12 |
| Rollin’ And Tumblin’ | 12 |
| High Water (For Charlie Patton) | 11 |
| Just Like A Woman (Bob on keyboard and harp) | 11 |
| Like A Rolling Stone (Bob on keyboard) | 11 |
| All Along The Watchtower | 10 |
| Beyond The Horizon | 10 |
| Honest With Me (Bob on keyboard) | 10 |
| Tangled Up In Blue | 10 |
| Ain’t Talkin’ (Bob on keyboard) | 9 |
| Ballad Of A Thin Man (Bob on keyboard and harp) | 8 |
| Nettie Moore (Bob on keyboard) | 8 |
| Spirit On The Water | 7 |
| Things Have Changed (Bob on keyboard) | 7 |
| Blowin’ In The Wind | 6 |
| Lay, Lady, Lay (Bob on keyboard and harp) | 6 |
| Workingman’s Blues #2 (Bob on keyboard) | 6 |
| Don’t Think Twice, It’s All Right | 5 |
| Lonesome Day Blues (Bob on keyboard) | 5 |
| Moonlight (Bob on keyboard and harp, Donnie on electric mandolin) | 5 |
| Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again | 5 |
| Sugar Baby | 5 |
| Watching The River Flow (Bob on keyboard and harp) | 5 |
| A Hard Rain’s A-Gonna Fall (Bob on keyboard) | 4 |
| Cat’s In The Well (Bob on keyboard) | 4 |
| Leopard-Skin Pill-Box Hat (Bob on keyboard) | 4 |
| Love Minus Zero/No Limit (Bob on keyboard and harp) | 4 |
| Positively 4th Street | 4 |
| When The Deal Goes Down (Bob on keyboard) | 4 |
| Desolation Row | 3 |
| Girl Of The North Country | 3 |
| If You See Her, Say Hello (Bob on keyboard and harp, Donnie on violin) | 3 |
| John Brown (Bob on keyboard) | 3 |
| Love Sick (Bob on keyboard) | 3 |
| Rainy Day Women #12 & 35 (Bob on keyboard) | 3 |
| Tryin’ To Get To Heaven (Bob on keyboard and harp, Donnie on pedal steel) | 3 |
| Tweedle Dee & Tweedle Dum (Bob on keyboard) | 3 |
| I’ll Be Your Baby Tonight (Bob on keyboard and harp) | 2 |
| It Ain’t Me, Babe | 2 |
| Masters Of War (Bob on keyboard) | 2 |
| The Lonesome Death Of Hattie Carroll | 2 |
| Visions Of Johanna | 2 |
| Blind Willie McTell (Bob on keyboard, Donnie on banjo) | 1 |
| Boots Of Spanish Leather (Bob on keyboard and harp, Donnie on violin) | 1 |
| Cry A While (Bob on keyboard) | 1 |
| Every Grain Of Sand (Bob on keyboard) | 1 |
| Handy Dandy (Bob on keyboard) (first live performance) | 1 |
| Happy Birthday (insturmental) (Bob on keyboard and harp) (Happy Birthday John) | 1 |
| I Shall Be Released (Bob on keyboard and harp, Donnie on lap steel) | 1 |
| Make You Feel My Love (Bob on keyboard and harp) | 1 |
| Million Miles (Bob on keyboard and harp, Donnie on lap steel) | 1 |
| Mississippi (Bob on keyboard) | 1 |
| Moonlight | 1 |
| Shelter From The Storm (Bob on keyboard) | 1 |
| Simple Twist Of Fate | 1 |
| ‘Til I Fell In Love With You (Bob on keyboard and harp, Donnie on lap steel) | 1 |

[lida pelo wordle]

o meu del.icio.us, através do Wordle.
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